Brasil sediará Mercado de Indústrias Culturais da América do Sul em 2018

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O Brasil vai realizar, no primeiro semestre de 2018, a terceira edição do Mercado de Indústrias Culturais do Sul (Micsul), considerado o principal encontro regional voltado para mercados culturais e criativos da América do Sul. Segundo o secretário da Economia da Cultura do Ministério da Cultura do Brasil, Cláudio Lins de Vasconcelos, o encontro deve acontecer entre março e maio, porque como é um ano eleitoral não é permitido fazer eventos do tipo menos de seis meses antes das eleições.

O governo brasileiro ainda não definiu em qual cidade será realizado o Micsul e vai iniciar as discussões e receber propostas para escolher o melhor local. “Será um lugar importante, de fácil acesso e com infraestrutura para sediar um evento deste porte”, disse o secretário, em coletiva de imprensa hoje (20), último dia do Micsul realizado em Bogotá, na Colômbia.

Segundo a ministra da Cultura da Colômbia, Mariana Cordoba, a realização do evento no Brasil será “muito fácil”, já que o país teve experiências recentes com grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Ela considerou o Micsul realizado em Bogotá um sucesso, com o cumprimento de cerca de 85% das rodadas de negócios agendadas.

Quase todos os festivais de 2017 já estão agendados, já tem programação, então muitos dos negócios se concretizarão para 2018.

Ministra Mariana Cordoba.

Indústria limpa

Cláudio Vasconcelos disse que o Micsul se consolida como um evento essencial neste setor econômico estratégico para o desenvolvimento da região. “Somos um continente aberto, que respira cultura e que tem vantagens competitivas importantes na produção e na difusão dos meios culturais. Devemos continuar investindo neste setor, porque a indústria cultural é uma indústria limpa, que não polui, que emprega muita gente. E que sempre necessitará da criatividade humana”, disse.

O Micsul de Bogotá reuniu cerca de 3,5 mil participantes de diversos países da América do Sul, entre artistas, empresários e produtores culturais. Também participaram compradores de países como Estados Unidos e Polônia.

Fonte: Agência Brasil